Efeito "eu te amo"

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Quando escutou o barulho da porta do quarto se abrir, olhou fixamente em seus olhos azuis e perdeu toda a coragem que diria ter em seu caminho. Ele já não conseguia ser rude e pontual como imaginava, e isso lhe fazia mal. Estava naquela situação tão pesada, tão largada, que mal poderia imaginar tentar estragar a vida de mais alguém. - O que foi?, ela perguntou, enquanto continuava a o encarar. - Nada, nada mesmo, respondeu. Mentira, uma enorme mentira. Dentro dele, acontecia tudo. - Ana Perez
efeitoeuteamo:

Eu confiei em você. Confiei em suas palavras bonitas, em suas promessas, nas suas verdades. Apostei todas as minhas fixas em você. Joguei ao vento qualquer dúvida que te amava e que esse amor era correspondido. Eu soube te amar, soube me dedicar, soube acreditar. E nunca pensei que iria me machucar tanto por isso. (Efeito “eu te amo”)

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Eu confiei em você. Confiei em suas palavras bonitas, em suas promessas, nas suas verdades. Apostei todas as minhas fixas em você. Joguei ao vento qualquer dúvida que te amava e que esse amor era correspondido. Eu soube te amar, soube me dedicar, soube acreditar. E nunca pensei que iria me machucar tanto por isso. (Efeito “eu te amo”)


“Você não pode se apegar se não quer sofrer”. Ok, agora explica isso para o meu coração.

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Eu tenho a estranha capacidade de ironizar o que sinto, o que faço e o que sou. (Efeito “eu te amo”)

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Eu tenho a estranha capacidade de ironizar o que sinto, o que faço e o que sou. (Efeito “eu te amo”)


efeitoeuteamo:

Julguei o amor imprestável por milhares de vezes, sem ao menos imaginar que um dia sentiria remorso disso por te encontrar e descobrir o contrário. (Efeito “eu te amo”)

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Julguei o amor imprestável por milhares de vezes, sem ao menos imaginar que um dia sentiria remorso disso por te encontrar e descobrir o contrário. (Efeito “eu te amo”)


Conversa no msn.
  • Ela: Oi
  • Ele: Olá... Tudo bom?
  • Ela: Muito Bem!
  • Ele: Por quê?
  • Ela: Nada não. E você?
  • Ele: Bem, eu acho. Com quem pegou carona ontem à noite, depois da festa?
  • Ela: Com uma amiga. E você, melhorou da ressaca?
  • Ele: Acho que sim. Meus olhos ainda estão um pouco vermelhos, mas melhorei bastante.
  • Ela: É... Foi feio, viu?
  • Ele: Feio o quê?
  • Ela: Foi feio ver você cair em todo lugar de tão bêbado.
  • Ele: O pior é que eu não me lembro de nada.
  • Ela: De nada mesmo?
  • Ele: Não, nada mesmo.
  • Ela: Nem de derrubar aquele teu amigo todo loiro lá?
  • Ele: Não...
  • Ela: Nem de ter falado que amava hóquei?
  • Ele: Não, eu odeio hóquei.
  • Ela: Nem de ter quebrado vários copos e garrafas?
  • Ele: Não, não mesmo.
  • Ela: Nem de dançar com uma garota, logo depois se declarar pra ela e dar uma carona a ela até a sua casa?
  • Ele: Não, quem era ela?
  • Ela: Não, estava mentindo.
  • Ele: Ahh... Então, não quer me contar porque está tão feliz?
  • Ela: Bem, acho que perdi minha felicidade. Afinal, de que adianta; dancei com um bêbado.

"Existia algo dentro de mim que gritava pelo seu nome, que queria te trazer de volta. Mas também existia algo que me controlava, me dizendo que não valia a penar lutar por algo que nunca mais seria meu.

efeitoeuteamo:

Não parece tão difícil para você, nunca pareceu. Você ainda segue a sua velha rotina, sem nenhuma interrupção, sem nenhuma dor. Continua com os mesmos hábitos, com as mesmas manias bobas, com o mesmo palavreado. Você nem se quer se manteve por um segundo fora de si por tudo o que aconteceu. Mas eu sim, digo o oposto. Porque já não sigo a mesma regra de antes, a mesma forma de antes. Eu sim sofri o impacto, eu sim senti. E ainda acho incrivelmente doloroso te ver assim, livre de qualquer arrependimento pelo o que me fez passar. (Efeito “eu te amo”)

efeitoeuteamo:

Não parece tão difícil para você, nunca pareceu. Você ainda segue a sua velha rotina, sem nenhuma interrupção, sem nenhuma dor. Continua com os mesmos hábitos, com as mesmas manias bobas, com o mesmo palavreado. Você nem se quer se manteve por um segundo fora de si por tudo o que aconteceu. Mas eu sim, digo o oposto. Porque já não sigo a mesma regra de antes, a mesma forma de antes. Eu sim sofri o impacto, eu sim senti. E ainda acho incrivelmente doloroso te ver assim, livre de qualquer arrependimento pelo o que me fez passar. (Efeito “eu te amo”)


efeitoeuteamo:

Quinta-feira, 14:25. Carta de despedida.
Não sabia se lhe devia um perdão, mesmo que escrito. Mas, de qualquer forma, não poderia sair e deixa-lo sem uma resposta, uma explicação. Pegou uma folha de papel e uma caneta que encontrou em seu quarto, e se pôs a escrever para ele.
“Sabíamos que nada seria fácil, era fato. Quando encontramos a casa para vender, o preço já não indicava aquela facilidade espetacular de formar uma vida entre dois e, logo ao acabar a batalha, esbanjar aqueles sorrisos idiotas de vitória para quem quiser que aparecesse. Sofremos, batalhamos. Fizemos o possível e o impossível para que tudo desse certo. Lembra-se? Erámos cegos demais, em diversos pontos. Não nos casamos na igreja para poupar a grana, para poupar o sonho. E erramos. Não compramos mobília nova para amenizar o gasto, e cremos que tudo duraria o tempo preciso para que construíssemos algo fixo em nossa organização. E cometemos mais um erro. Não pintamos a casa, não reformamos o banheiro. Não compramos alianças devidas, não comemoramos diversos anos de casados. E erramos, acima de tudo. Não soubemos aproveitar, não dividimos as alegrias da forma certa. Não fizemos a cópia da chave dos fundos, não tiramos aquele prego da parede da sala. Nem ao menos trocamos os móveis de lugar uma única vez se quer. Sempre errando, e tentando fugir das cobranças. E defino tudo, tudo mesmo, em uma pergunta: “onde eu estava com a cabeça?”. Então, onde eu estava? Porque não enxerguei o mesquinho sentimento de economizar, pois não vi os sentimentos desabarem. Porque não percebi a falta de sentimento em cada noite, e o desinteresse seu nas minhas típicas conversas. Eu havia entrado num poço, num buraco oco. Estava presa a esperança de um dia acertar, ao seu lado, por nós. Segurei firme, firme mesmo. E nem ao menos as viagens, os jantares, as tentativas aguentaram: desabaram, assim como eu, num mar de desordem. E sei que sair, ir para outro lugar, não irá amenizar a dor. Mas não sei se devo continuar aqui, dessa maneira. Pois hoje, enquanto escrevo, ainda não encontro nenhum motivo além do meu amor por você para continuar, e aceitar tudo. Mas aceitar, para mim, cansa. E eu cansei de aceitar te amar.”
E então, levantou-se, deixando a carta em cima da mesa, junto com toda a sua vontade de continuar. (Efeito “eu te amo”)

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Quinta-feira, 14:25. Carta de despedida.

Não sabia se lhe devia um perdão, mesmo que escrito. Mas, de qualquer forma, não poderia sair e deixa-lo sem uma resposta, uma explicação. Pegou uma folha de papel e uma caneta que encontrou em seu quarto, e se pôs a escrever para ele.

“Sabíamos que nada seria fácil, era fato. Quando encontramos a casa para vender, o preço já não indicava aquela facilidade espetacular de formar uma vida entre dois e, logo ao acabar a batalha, esbanjar aqueles sorrisos idiotas de vitória para quem quiser que aparecesse. Sofremos, batalhamos. Fizemos o possível e o impossível para que tudo desse certo. Lembra-se? Erámos cegos demais, em diversos pontos. Não nos casamos na igreja para poupar a grana, para poupar o sonho. E erramos. Não compramos mobília nova para amenizar o gasto, e cremos que tudo duraria o tempo preciso para que construíssemos algo fixo em nossa organização. E cometemos mais um erro. Não pintamos a casa, não reformamos o banheiro. Não compramos alianças devidas, não comemoramos diversos anos de casados. E erramos, acima de tudo. Não soubemos aproveitar, não dividimos as alegrias da forma certa. Não fizemos a cópia da chave dos fundos, não tiramos aquele prego da parede da sala. Nem ao menos trocamos os móveis de lugar uma única vez se quer. Sempre errando, e tentando fugir das cobranças. E defino tudo, tudo mesmo, em uma pergunta: “onde eu estava com a cabeça?”. Então, onde eu estava? Porque não enxerguei o mesquinho sentimento de economizar, pois não vi os sentimentos desabarem. Porque não percebi a falta de sentimento em cada noite, e o desinteresse seu nas minhas típicas conversas. Eu havia entrado num poço, num buraco oco. Estava presa a esperança de um dia acertar, ao seu lado, por nós. Segurei firme, firme mesmo. E nem ao menos as viagens, os jantares, as tentativas aguentaram: desabaram, assim como eu, num mar de desordem. E sei que sair, ir para outro lugar, não irá amenizar a dor. Mas não sei se devo continuar aqui, dessa maneira. Pois hoje, enquanto escrevo, ainda não encontro nenhum motivo além do meu amor por você para continuar, e aceitar tudo. Mas aceitar, para mim, cansa. E eu cansei de aceitar te amar.”

E então, levantou-se, deixando a carta em cima da mesa, junto com toda a sua vontade de continuar. (Efeito “eu te amo”)





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